Esse post é motivado por um podcast que acabei de ouvir. Acho engraçado o quanto o consumismo, protecionismo e a ganancia andam lado a lado diariamente, que somos todos brasileiros filhos de Deus (ou do evolucionismo) todos sabemos, e também sabemos o quanto é complexo saciar nossa sede consumista, já que um simples iPhone 4S 16GB custa 2400R$ por aqui e na terra do tio Sam uns 600$. Aí tu me fala, “ah mais um pra reclamar do preço de um telefone, enquanto tem um monte de gente morrendo de fome no nordeste e morando nas ruas em praticamente todas as cidades”, sim vou, por um simples motivo, a ganancia e protecionismo tem motivado tanto o iPhone quantoa fome no nordeste, aqui eu vou ligar um prisma porque temos todos os lados a ver.
Primeiro o principal, a questão social, tem gente morrendo sim no nordeste e gente passando fome com feria inchada e inflamada nas ruas de muitas cidades, e porque? Porque estas pessoas não são vistas ccomo importantes, eu e possivelmente a maioria de vocês já cansou de ver reportagens em que uma pessoa da ciadade x no interior do nordeste tinha que andar por horas diariamente simplesmente para buscar agua, essa pessoa com certeza mora fora das grandes capitais, o que é um fato, e por acaso na maioria das vezes não tem condições de ir para uma cidade maior. Mesmo vendendo a casa, a mula e o terreno o cara continua sem conhecimento e sem dinheiro, suponhamos que, existe um grupo de pessoas que aspira governar uma região, esse aspiras procurarão a parte economicamente mais importante da região, pois alí haverão mais pessoas que poderão firmar alianças bilaterais com o aspira, o que gera benefício muto para ambos e mais votos par ao primeiro.Por algum motivo que eu desconheço a politica existe apenas neste modelo, “eu” nunca vi algo que fosse muito além destas linhas, porque todo o aspira vai a um lugar fazer propostas que beneficiarão um grupo de pessoas (quanto maior o grupo melhor), e caso existam grupos menores ou de menor importancia na mesma região, eles são sumariamente ignorados. Isso é algo que poderia mudar, hoje existe um acordo interessante entre o governo e as companhias de telefonia móvel para que, caso forneçam serviços para uma região mais rica, obrigatoriamente terão de fornecer para uma mais pobre, algo que faz muito sentido em ser utilizado para empresas fornecedoras de luz elétrica e água, talvez a familia que vive alí não possa pagar para ter esse benefício, o que geraria uma necessidade por algo que eles não tem? Fale-me mais sobre o quanto não importa saneamento básico. Se essa familia não puder pagar pela energia elétrica temos um “tudo bem” aí, tudo bem por não ser uma necessidade extrema mas que eles poderiam ter com uma forcinha do governo, se e apenas se, eles já não receberem bolsas do governo.
O morador de rua é algo que poderia ser fácil de lidar, convide-o, já que nem todos que são moradores de rua fazem grandes esforços para deixarem de se-lo, á estudar e terminar o ensino básico/médio isso faz uma razoável diferença, não porque todos os que terminam o a primeira fase academica tornam-se instantaneamente bem sucedidos, mas porque dá as pessoas um maior senso de integração e uma quantidade miníma de cidadania, ajuda-os a buscar por degraus mais altos, não vou dizer que o ensino oferecido pelo estado forma pessoas capazes porque isso é no mínimo uma heresia, aquele que tem mais sucesso é o que se forma e se dedica mais ao lado academico, o estado forma diariamente analfabetos funcionais simplesmente para readequar estatísticas e colocar um novo aluno no lugar do anterior. A lenda de muitas cidades, pelo menos em São Paulo é um assunto sem resposta, habitação, muitas pessoas não tem possibilidade alguma de pagar um aluguel e muito menos de comprar uma casa, o programa minha casa minha vida tem feito muito por uma parcela da população que não beira a pobreza, para queles entre a pobreza e a miséria a condição continua na mesma, o que faria então por um morador de rua? Existem sim albergues, que muitas vezes não tem vagas para todos, existem aqueles que não se acostumam com albergues, para esses voltamos ao passo da educação, mas para outros simplesmente não é possível. Criar mais albergues em algumas cidades não custaria praticamente nada da verba municipal, o que tem faltado?
Ah o consumismo, nada faz mais milagres pela tecnologia do que a guerra e o consumismo desenfreado. Um iPhone faz parte das necessidades básicas? Não, está muito longe disso. Um iPhone é tão útil assim? Talvez, se estiver nas mãos de alguem que queira torna-lo algo útil e não só um acessório caro. Não falo aqui só do iPhone como de outros produtos eletronicos que são ultrafaturados sem nenhuma motivo aparente. Todos os produtos são taxados de acordo com a sua utilidade para que os impostos sejam revertidos em benefício à população…Desculpem eu ri muito aqui escrevendo isso. Isso é parcialmente verdadeiro, algo tem me incomodado desde o ano passado, quando há muitos anos atrás muitos dos impostos cobrados sobre os micrrcomputadores e posteriormente notebooks, havia um motivo, inclusão digital, o que para muitos é muito bom e para alguns é motivo de mimimi em qualquer lugar já que agora “toda” a população tem acesso à internet. “Toda” a população é um indice real, o que incomoda muita gente nessa “toda a população” é a qualidade da internet oferecida, e isso me parece mais um daquels acordos entre o governo e as prestadoras que visam unica e exclusivamente o lucro, ou algumas pessoas em sextas-feira 13 as 3:33 ou 13:33. Mas no caso do iPhone, que muitas empresas fornecedoras de telefonia móvel culpam pela necessidade de melhorar a infraestrutura (pois é, não é só gente como a gente que reclama em ter que fazer mais do que está fazendo agora) é necessária uma rede mais ágil que num primeiro momento é uma bobagem para jovens mimados, mas que pode ajudar aquela galera “toda” mencionada anteriormente a ter uma internet melhorzinha. Só que este investimento numa melhora faz com que essa empresas de telefonia lucrem menos, e aí voltamos ao iPhone de vez. Quanto custa um iPhone 4S 16GB na terra do Pelé? 2400 dilmas, e na terra do tio Sam? Sem contrato de fidelização que é muito mais comum lá do que aqui uns 600 obamas. Agora ok vamos às continhas, façamos de conta que cada 1 obama valha 2 dilmas, então o tal iPhoe custaria 1200 dilmas, coloca aí 40% de imposto em cima umas 1700 dilmas, e façamos de conta que a galera gasta 100 dilmas por iPhone com logistica, 1800. Engraçado, quer dizer que eles lucram “apenas” 800 dilmas por iPhone, não é um absurdo né? Aí eu digo não é muita coisa pra você porque em uma tv de LCD com as frescuras comuns essa galera lucra umas 100 dilmas, “ah mas é questão de mercado”, pode até ser questão de mercado mas temos mais tvs que geladeiras no Brasil, tem o mesmo mercado para ambos, porque os varejistas faturam aproximadamente 700 dilmas (esses valores eu joguei como se fosse realmente tão caro e dificil importar o aparelho, e foram arredondados nas contas eu sei que daria uns reais a menos)? Isso pode ser uma questão de mercado mas eles estão tirando muita grana dos nossos bolsos, aí alguem fala “ah mas tem muito imposto”, eu concordo mas você acha que se o governo cortar metade do imposto:
a) O valor será readequado e o mesmo iPhone custará 2260 dilmas.
b) Os varejistas passariam a lucar metade e o aparelho custaria 2050 dilmas.
c) Num momento místico e mediúnico tanto o governo quanto os varejistas lucrariam metade fazendo o santo iPhone custar 1800.
d) Eles estão pouco se f%¨& e você que compre assim mesmo ou se vire.
O valor na melhor possibilidade ainda é caro, mas está mais próximo de algo aceitavel, eu não compraria em nenhuma possibilidade, por 600,1800,2050 ou 2260, mas é interessante ver o quanto de dinheiro alguns grupos conseguem tirar de algo tão simples, e isso não é revertido em nada aparentemente, o varejista pega o seu dinheiro e põe no bolso, não é errado mas eles são uma empresa privada que quer e vai fazer tanto dinheiro quanto for possível, já no lado do governo, perceba que apenas um iPhone gera quase 500 reais de lucro, isso é quase um salário minímo, e é um tipo de produto que não prejudica em nada o mercado local, ou o estado como um todo porque, não utiliza nenhum serviço público já que a logistica fica para o varejista e não prejudica nenhum fabricante local porque passamos muito tempo sem fabricar iPhone e este modelo ainda não é fabricado no país. É sim um produto que compete com os fabricados legalmente no país mas é algo que não temos nacionalizado, então não é tanto uma questão de mercado nacional contra estrangeiro mas de uma possível nacionalização do produto que poderia ser buscada pelo governo, já que se oste modelo fosse fabricado por aqui o governo arrecadaria praticamente o mesmo da empresa e o valor poderia ser reduzido em até 30%(acredito que em 15% mas sonhar é de graça). Ou seja independente do que façamos ou podemos decidir fazer os que lucram sempre vão lucrar mais e o consumidor vai entrar pelo cano.
Agora uma rápida só para comparar com um caso átipico (ou deveria ser), foi lançado recentemente o console portátil PS Vita da Sony, que não é fabricado no país mas passa pro um processo de nacionalização com caixa e manuais em portugês, além dos menus do aparelho e alguns jogos terem o idioma português (mesmo que seja o de Portugal). O pacote comercializado no país foi lançado nos EUA por 300 dólares, e custa no Brasil apenas 1600 reais, mesmo aplicando a taxa de conversão de 1 dólar para cada 2 reais mais 60% de impostos e um custo de 20% com nacionalização e logística levariam a algo próximo de 1100 reais, mas esse infelizmente é o preço praticado pela empresa responsável do produto o que inviabiliza acordos com o varejo, mas podemos voltar a tecla da fabricação local, o que pode dar em nada, mas como todo o bom brasileiro vou ser obrigado a me f%$#@ e esperar o próximo carnaval.